PedroMarques
02-05-2008, 01:23
A tropa de sempre e mais aquele senhor... o da lã de vidro e de resina epoxy, sabem de quem estou a falar?
Exacto! :good:
É verdade, o Pedro MVS Ferreira também alinhou no convite e lá se juntou ao grupo neste belo dia 1 de Maio, obrigado Pedro pela presença, adivinham-se futuros convites e foi um prazer privar consigo!
O dia começou às 10 da manhã nos Karts em Almeirim. Era cedo, mais cedo ainda tinha sido o encontro em Lisboa às 8. O dia prometia, apesar do frio que ainda reinava, o pessoal estava sereno, adivinhavam-se as barrigas vazias e o entusiasmo não era por aí além. À entrada no parque do kartódromo, de areia, a serenidade do alfista Sueco levou-o a embater numa árvore, tal não era a fraqueza que carregava! Nada de mais, apenas uma esfoladela no pára-choques. Ansiava por arenque fumado, mas ali era só toucinho e copos de vinho tinto... a fraqueza possuía-o.
Iniciada a corrida de Karts, trava, acelera, curva, desvia, ai as costas, ai as mãos, ai os braços... não havia ninguém que não pensasse já no almoço na 6ª volta. Aquilo era duro e o estômago já fazia mais barulho que o motor de 4 tempos. A corrida acabou e começou o rol de desculpas por parte de todos os intervenientes, pela fraca prestação geral. Realmente o grupo foi vergonhoso e não houve a "melhor volta", no ecrâ conseguia ler-se "volta menos má". Em 30 min de prova, uma folha bastou para exibir os tempos... que vergonha.
Fartos dos risos e da chacota geral que reinava no kartódromo naquele momento, decidimos entrar nos Alfas e admitir a nossa fraqueza. Ao deixar o recinto conseguia-se ouvir o povo a dizer que só davam duas alegrias e mais-não-sei-o-quê... não percebi.
Fartos de pessoas rumámos ao campo. Ali não havia ninguém, apenas cegonhas, coelhos, falcões e ouriços. Por ser quinta feira de espiga tomámos mais atenção ao verde dos campos que se apresentavam à saída das Fazendas de Almeirim. As papoilas e o rosmaninho abundavam, o aroma que entrava pela janela dos Alfas era primaveril, a estrada que nos levava a Vale de Cavalos era uma ode à natureza... maravilha. Pensámos ir até à Golegã, afinal era já ali, mas ao entrarmos na bela vila da Chamusca deparámo-nos com a festa da quinta-feira da Ascensão, que este ano coincidiu com o feriado de 1 de Maio. Era GNR, campinos, cavalos, magotes de gente e uma confusão danada. O problema maior é que aquilo mete toiros e tudo e a festa brava vive ali uma das suas maiores e mais belas expressões. Como o meu carro era vermelho e as barrigas não aguentavam mais, o melhor era fazer uma volta de 180 graus e rumar a Alpiarça, onde teria lugar o tão desejado almoço. Assim foi. Ainda deu tempo de fazer um desvio e passar pelas bonitas quintas da Lagoalva e Torre, típicas herdades ribatejanas.
Ao chegar ao local do almoço foi servido um belo vinho branco da região, bem fresquinho. Todos bebemos com moderação. As entradas espraiavam-se pela mesa. Uns preferiam os peixinhos-da-horta, outros os pastéis de bacalhau, eu preferi o queijo e os jaquinzinhos, estavam uma delícia! Seguiu-se uma excelente Sopa da Pedra que alguns Alfistas só repetiram 3 vezes. O vinho, por estranho que pareça, ía muito bem com a sopa. Estava mesmo fresquinho e continuou a beber-se com muita moderação. Acabada a sopa restavam as entremeadas, as febras, o entrecosto e as deliciosas e maravilhosas costoletas de borrego! Um belo tinto, de produção de um amigo alfista, foi a escolha para acompanhamento das carnes. A moderação reinou sempre e acompanhou as 3 horas de almoço. Estavamos muito contentes e como a mesa era corrida e grande, muitas vezes não percebíamos o que o outro dizia. Mas riamo-nos na mesma, o companheirismo reinava e houve abraços. Cometeram-se alguns exageros: o Sueco comeu uns 3 quilos de costoletas de borrego; o alfista que se sentou à minha frente quis encontrar a pedra lá no fundo e teve que comer a terrina toda; o outro não parava de falar e a salada de fruta ainda lá estava, na mão direita, depois dos cafés; muitos sofriam de estrabismo e quando falavam comigo, nascia sempre a dúvida se era comigo ou com o colega do lado. O vinho continuou depois dos cafés, com a moderação de sempre.
Depois dos ex-fumadores começarem novamente o vício, decidimos fazer uma gincana para "desmoer". Fomos ali perto para uma estrada deserta e, sorte a nossa, há sempre quem tenha 7 pinos na bagageira... colocaram-se os pinos e começou a asnei... brincadeira.
O Sueco só pensava nas costoletas de borrego e logo, logo, foi de encontro a um lancil mais alto que o avental frontal e mais duro que a barra da direcção. Suécia-2 Portugal-0, estava bem na frente do marcador o malandro, apesar de estar a jogar fora. Não há problema nenhum... apesar de não haver consenso nas rodas frontais, uma queria virar à direita a outra, por sua vez, queria tomar o caminho da esquerda, o condutor queria ir em frente... são muitos desejos num carro só, não dá! Como existe sempre um Alfa velho algures, lá fomos tirar a barra de direcção de um para pôr no outro... afina-se e vamos embora.
A fome regressou, a emoção foi muita. Voltámos ao local do almoço para um presuntinho, pão e o resto das entradas. A conversa seguiu-se até ao ocaso e era tempo de regressarmos. Tinha acabado um belo dia... outros virão concerteza.
Abraço
Pedro Marques
Agora as fotos:
http://i304.photobucket.com/albums/nn165/xeremind/1-05-2008022.jpg
http://i304.photobucket.com/albums/nn165/xeremind/1-05-2008026.jpg
A barra de direcção:
http://i304.photobucket.com/albums/nn165/xeremind/1-05-2008031.jpg
Exacto! :good:
É verdade, o Pedro MVS Ferreira também alinhou no convite e lá se juntou ao grupo neste belo dia 1 de Maio, obrigado Pedro pela presença, adivinham-se futuros convites e foi um prazer privar consigo!
O dia começou às 10 da manhã nos Karts em Almeirim. Era cedo, mais cedo ainda tinha sido o encontro em Lisboa às 8. O dia prometia, apesar do frio que ainda reinava, o pessoal estava sereno, adivinhavam-se as barrigas vazias e o entusiasmo não era por aí além. À entrada no parque do kartódromo, de areia, a serenidade do alfista Sueco levou-o a embater numa árvore, tal não era a fraqueza que carregava! Nada de mais, apenas uma esfoladela no pára-choques. Ansiava por arenque fumado, mas ali era só toucinho e copos de vinho tinto... a fraqueza possuía-o.
Iniciada a corrida de Karts, trava, acelera, curva, desvia, ai as costas, ai as mãos, ai os braços... não havia ninguém que não pensasse já no almoço na 6ª volta. Aquilo era duro e o estômago já fazia mais barulho que o motor de 4 tempos. A corrida acabou e começou o rol de desculpas por parte de todos os intervenientes, pela fraca prestação geral. Realmente o grupo foi vergonhoso e não houve a "melhor volta", no ecrâ conseguia ler-se "volta menos má". Em 30 min de prova, uma folha bastou para exibir os tempos... que vergonha.
Fartos dos risos e da chacota geral que reinava no kartódromo naquele momento, decidimos entrar nos Alfas e admitir a nossa fraqueza. Ao deixar o recinto conseguia-se ouvir o povo a dizer que só davam duas alegrias e mais-não-sei-o-quê... não percebi.
Fartos de pessoas rumámos ao campo. Ali não havia ninguém, apenas cegonhas, coelhos, falcões e ouriços. Por ser quinta feira de espiga tomámos mais atenção ao verde dos campos que se apresentavam à saída das Fazendas de Almeirim. As papoilas e o rosmaninho abundavam, o aroma que entrava pela janela dos Alfas era primaveril, a estrada que nos levava a Vale de Cavalos era uma ode à natureza... maravilha. Pensámos ir até à Golegã, afinal era já ali, mas ao entrarmos na bela vila da Chamusca deparámo-nos com a festa da quinta-feira da Ascensão, que este ano coincidiu com o feriado de 1 de Maio. Era GNR, campinos, cavalos, magotes de gente e uma confusão danada. O problema maior é que aquilo mete toiros e tudo e a festa brava vive ali uma das suas maiores e mais belas expressões. Como o meu carro era vermelho e as barrigas não aguentavam mais, o melhor era fazer uma volta de 180 graus e rumar a Alpiarça, onde teria lugar o tão desejado almoço. Assim foi. Ainda deu tempo de fazer um desvio e passar pelas bonitas quintas da Lagoalva e Torre, típicas herdades ribatejanas.
Ao chegar ao local do almoço foi servido um belo vinho branco da região, bem fresquinho. Todos bebemos com moderação. As entradas espraiavam-se pela mesa. Uns preferiam os peixinhos-da-horta, outros os pastéis de bacalhau, eu preferi o queijo e os jaquinzinhos, estavam uma delícia! Seguiu-se uma excelente Sopa da Pedra que alguns Alfistas só repetiram 3 vezes. O vinho, por estranho que pareça, ía muito bem com a sopa. Estava mesmo fresquinho e continuou a beber-se com muita moderação. Acabada a sopa restavam as entremeadas, as febras, o entrecosto e as deliciosas e maravilhosas costoletas de borrego! Um belo tinto, de produção de um amigo alfista, foi a escolha para acompanhamento das carnes. A moderação reinou sempre e acompanhou as 3 horas de almoço. Estavamos muito contentes e como a mesa era corrida e grande, muitas vezes não percebíamos o que o outro dizia. Mas riamo-nos na mesma, o companheirismo reinava e houve abraços. Cometeram-se alguns exageros: o Sueco comeu uns 3 quilos de costoletas de borrego; o alfista que se sentou à minha frente quis encontrar a pedra lá no fundo e teve que comer a terrina toda; o outro não parava de falar e a salada de fruta ainda lá estava, na mão direita, depois dos cafés; muitos sofriam de estrabismo e quando falavam comigo, nascia sempre a dúvida se era comigo ou com o colega do lado. O vinho continuou depois dos cafés, com a moderação de sempre.
Depois dos ex-fumadores começarem novamente o vício, decidimos fazer uma gincana para "desmoer". Fomos ali perto para uma estrada deserta e, sorte a nossa, há sempre quem tenha 7 pinos na bagageira... colocaram-se os pinos e começou a asnei... brincadeira.
O Sueco só pensava nas costoletas de borrego e logo, logo, foi de encontro a um lancil mais alto que o avental frontal e mais duro que a barra da direcção. Suécia-2 Portugal-0, estava bem na frente do marcador o malandro, apesar de estar a jogar fora. Não há problema nenhum... apesar de não haver consenso nas rodas frontais, uma queria virar à direita a outra, por sua vez, queria tomar o caminho da esquerda, o condutor queria ir em frente... são muitos desejos num carro só, não dá! Como existe sempre um Alfa velho algures, lá fomos tirar a barra de direcção de um para pôr no outro... afina-se e vamos embora.
A fome regressou, a emoção foi muita. Voltámos ao local do almoço para um presuntinho, pão e o resto das entradas. A conversa seguiu-se até ao ocaso e era tempo de regressarmos. Tinha acabado um belo dia... outros virão concerteza.
Abraço
Pedro Marques
Agora as fotos:
http://i304.photobucket.com/albums/nn165/xeremind/1-05-2008022.jpg
http://i304.photobucket.com/albums/nn165/xeremind/1-05-2008026.jpg
A barra de direcção:
http://i304.photobucket.com/albums/nn165/xeremind/1-05-2008031.jpg